O cenário eleitoral de 2026 em Santa Catarina ganhou um novo e decisivo capítulo nas últimas horas. O governador Jorginho Mello intensificou articulações políticas com foco direto na consolidação de sua candidatura à reeleição e colocou no centro das conversas um movimento estratégico: a aproximação com o Partido Novo.

A costura envolve um convite de alto impacto, que pode mudar o equilíbrio da disputa estadual: levar o prefeito de Joinville, Adriano Silva, para compor a chapa como candidato a vice-governador. A movimentação ocorre em ritmo acelerado e com cautela, indicando que o Palácio pretende antecipar movimentos, neutralizar riscos e ampliar sua base eleitoral antes que o calendário oficial imponha limites às negociações.

O pano de fundo dessa articulação é Joinville, o maior colégio eleitoral de Santa Catarina e um território decisivo na última eleição estadual. Foi ali que Jorginho Mello obteve desempenho expressivo, e é justamente dali que surge um dos nomes mais fortes do campo liberal-conservador.

Adriano Silva foi reeleito prefeito com votação recorde, consolidando liderança regional e projeção estadual. Nos bastidores, seu nome passou a ser visto como potencial candidato ao governo, cenário que poderia fragmentar o eleitorado de direita.

Dentro do Novo, o convite para a vice foi debatido em reunião com lideranças nacionais e estaduais, que avaliam a composição como uma forma de garantir protagonismo político, influência no Executivo estadual e, ao mesmo tempo, preservar a administração da maior cidade do Estado.

A possível entrada do Novo na chapa majoritária, porém, acendeu o sinal de alerta entre aliados históricos do PL. O MDB, que vinha articulando espaço na vice ou em uma das vagas ao Senado, passou a enxergar o novo desenho com preocupação.

Com menos espaço na composição principal, a sigla agora se vê diante de decisões estratégicas: apostar em candidatura própria, tentar negociar posições futuras em um eventual segundo mandato ou buscar novas alianças fora do grupo governista.

Entre as alternativas que surgem no radar está a aproximação com o PSD, liderado no Estado por João Rodrigues, numa tentativa de evitar isolamento e manter relevância no tabuleiro eleitoral que começa, desde já, a ser redesenhado.