Um empresário do município de Laguna denunciou, por meio de um vídeo divulgado nas redes sociais, a suposta venda irregular de atestados médicos em uma clínica da cidade. As imagens mostram o relato de Patrik Paulino, proprietário de um supermercado, que afirma ter descoberto o esquema após uma funcionária apresentar um atestado médico de cinco dias, emitido no dia 24 de dezembro — data em que, segundo ele, a clínica estaria fechada.

Desconfiado da autenticidade do documento, o empresário decidiu apurar a situação por conta própria. Para isso, orientou um funcionário a procurar a clínica como paciente e solicitar um atestado médico. O procedimento foi registrado em vídeo e posteriormente divulgado.

De acordo com o material, a recepcionista informa que a consulta particular teria o valor de R$ 250. No entanto, ao ser questionada sobre a emissão de atestado, ela afirma que o documento poderia ser obtido mediante o pagamento de “meia consulta”, no valor de R$ 125, sem mencionar a necessidade de avaliação médica detalhada.

O caso gerou grande repercussão nas redes sociais e levantou questionamentos sobre a legalidade da prática e a fiscalização de serviços de saúde no município. A venda de atestados médicos sem a devida avaliação clínica pode configurar crime, além de infração ética grave, conforme normas do Conselho Federal de Medicina (CFM).